O Problema da subsidiodependência

Hoje, em Portugal, existem um problema gravíssimo: a subsidiodependência.

A realidade

Este "palavrão" reflete um dos maiores entraves ao desenvolvimento (mais rápido e mais eficaz) da nossa economia. A meu ver, os portugueses estão demasiadamente confortáveis nas suas vidas, efetivamente, se uma pessoa recebe 65% da sua remuneração de referência porque é que vai trabalhar? Esta é a questão que uma boa parte da população coloca. De certo, acordar todos os dias para ir trabalhar das 9-18h para receber apenas mais 35% do que recebe por ficar em casa não compensa. O resultado disto? a dependência do trabalho dos imigrantes. Sem dúvida, não falta emprego em Portugal, aliás, existem múltiplos estabelecimentos com falta de mão de obra, mas nem os proprietários nem a população tem culpa de existir uma facilidade no acesso ao "incrível" subsídio de desemprego. 

A solução

Nos últimos tempos, tenho pensado " como é que aumentamos o nível de produtividade da população portuguesa?" e cheguei à conclusão: recompensando o trabalho. Então, partindo do ano 2024, a taxa de IRC média era de 21%, ora esta percentagem correspondeu a uma receita de 10.223 mil milhões de euros para o estado.  

A minha proposta passa por: 

1) 2% da receita de IRC (partindo do ano 2024 seria 204 milhões de euros) ir diretamente para o trabalhador. Ou seja, invés de X empresa pagar 21% ao estado de IRC paga unicamente 19%, o resto distribui equitativamente pelos trabalhadores dessa empresa.

2) Para colmatar o dinheiro que o estado deixaria de ganhar, cortar-se-ia esses 204 milhões diretamente do subsídio de desemprego ( ronda os mil milhões de euros, não existem dados oficiais desde 2022). 

3) Esses 204 milhões de euros que foram retirados do subsídio de desemprego não podem ser esquecidos e, se assim fosse, todas as pessoas perderiam uma quantia substancial da sua remuneração. Isso seria injusto, pois existem muitas pessoas que não conseguem arranjar\trabalhar (motivos de força maior). Como resultado, acredito que o estado deveria investir no subsídio de desemprego, e vocês perguntam-me, investir? Sim. Na minha opinião era alocar essa verba de 200M e fortificar o controlo sobre os abusos dos utilizadores deste subsídio a partir do modelo bottom-up, isto é, seriam as juntas\câmeras as responsáveis por criar uma taskforce que ficasse encarregue da regulação deste problema ( e não uma entidade estatal, pois é muito mais fácil se for, por exemplo, for um aveirense a controlar a população aveirense, indubitavelmente, conhece muito melhor o povo local).


Conclusão

Em suma, o meu cenário idílico seria as empresas pagarem 2% do IRC aos trabalhadores (sem ser tributado) e o estado, para combater essa perca (monetária) de relevo , retirar diretamente 204M do subsídio de desemprego e investi-los diretamente na fortificação da supervisão dos que são favorecidos por esta medida. Assim, quem abusa diariamente do dinheiro dos contribuintes, ficando em casa enquanto podia muito bem ir trabalhar, estaria implicitamente forçado a ir procurar trabalho (ao contrário dos que muitos fazem: ir ao centro de emprego 1 vez por mês e continuam a receber dinheiro). Claro que haverá discórdia, mas no momento em que nos resignamos a ter o peixe já pescado é o momento em que somos "bichos da terra tão pequenos". Cabe ao estado estimular a capacidade criativa da população!



Notas:



IRC (em 2024)- 10.223,1 Mil Milhões de euros x 0.02= 204.46 Milhões de euros

Subs.D (em 2022)- Mil milhões de euros. Não existem mais referências, por isso tomei como valor base este ano.




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