Em Portugal (atualmente), a política é mal feita.
Os partidos políticos veem o poder como um fim e não como um meio. Embarcam nas políticas populistas e pouco fazem do que prometem em campanhas.
Numa nação que outrora teve políticos como Francisco Sá Carneiro, Mário Soares, Freitas do Amaral e até Álvaro Cunhal, hoje, sofre de uma falta de identidade política. Atualmente, as pessoas quando pensam em política suscita-lhes logo a palavra "corrupção". Ora isto é inconcebível num país unido e coeso que já conheceu a ditadura e a liberdade, como é o nosso.
No parlamento, o cenário não muda. Mais uma vez, os PP não votam de acordo com as suas convicções. Se o CH apresentar uma proposta o BE (podia ser qualquer outro exemplo), mesmo que concorde, não vota nela, mas se o PS propuser uma medida igual já votam. O jogo da política está demasiadamente aceite pelo povo português, que em grande parte pouco ou nada se interessa por política. O nosso país não anda mais para a frente porque os nossos governantes (na sua maioria) passam o tempo aos berros no parlamento e a fazer discursos demagogos. Para mim, o diálogo está na base do sucesso, o consenso está na base do sucesso. Para minha tristeza, não é o que se vê hoje. Cada partido rema para a sua própria direção e as marés afastam o crescimento e a inovação. Temos um país excelente, com uma posição geográfica invejável, com um povo genuíno, penso que somos um diamante por ser lapidado. Contudo, tenho esperança, tenho esperança de um futuro onde a honestidade e transparência façam parte dos nossos valores, de um futuro onde haja mais cooperação e abertura para a resolução dos mais variados problemas da sociedade e de um futuro onde os PP esqueçam a sua cor, esqueçam os redutores conceitos de "direita" e de "esquerda". Indubitavelmente, a minha geração será mais capacitada e melhor do que a atual- para muita tristeza dos "tachistas" que pertencem ao parlamento.
Políticas Públicas (populistas).
"Política Pública é uma concepção institucionalizada para a solução de problemas públicos que afetam uma coletividade" (wikipédia). Será mesmo assim?
Pessoalmente, afirmo que não. Desde o poder local até ao poder central, muitas políticas públicas pouco ou nada visam a população, só são efetivamente propostas, pois sabe-se que dão votos. Por exemplo, para que é que serve um cheque-livro no valor de 20euros se o governo não incentiva ou promove a leitura e o enriquecimento cultural da população? Não seria melhor investir esse dinheiro em atividades culturais ou até em palestras que fizessem aos jovens compreender a importância de ler? Claro que seria, mas não daria tanta visibilidade na comunicação social.
A política, a meu ver, não foi feita para dar o peixe já feito, mas sim para ensinar a pescar. Falta aposta na capacidade criativa dos portugueses. Ilustrando, refiro-me à oposição dos partidos de esquerda face ao aprofundamento do tema da literacia financeira. Claro que esta oposição faz sentido, se as pessoas forem mais conhecedoras na componente económica os partidos de esquerda vão ter menos votos- qualquer pessoa que pague impostos gosta de saber para onde vai esse dinheiro, algo que a esquerda não tem resposta, pois, mesmo aumentando a carga fiscal, a redistribuição do dinheiro continua a ser precária.
Mais, vivemos num tempo onde os governantes precisam da política e não o contrário. Precisamos de pessoas capacitadas que não dependam da política, que façam política integra e que sejam apaixonados pela mesma (não fanáticos, isso é diferente!).
Conclusões
Para rematar, em 2024 vive-se um cenário político difícil, onde as extremas estão na ribalta e o centro cada vez mais deteriorado. Cabe a nós- centristas- marcar o golo e preservar a democracia como preservámos em 25 de novembro de 1975. O centro será sempre a solução e custe o que custar a minha luta passará eternamente pela manutenção do mesmo.
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